pdr rosario

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sábado, 18 de junho de 2011

PROJETO VALE QUEM TEM RECURSO

ENGENHO DA FAZENDA RECURSO



UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA
PROGRAMA DARCY RIBEIRO
CURSO: HISTÓRIA



















A importância do Povoado Recurso no Contexto Histórico e Econômico da Região Munin




















ROSÁRIO – MA
2011.



ANA CLEUDES SANTOS MESQUITA
ANDREA DUTRA SILVA
ELISANGELA MARIA ALVES
GILCELIA SANTOS DE CARVALHO
HELIDINEY MARTINS ARAUJO
JAQUELINE DA SILVA RODRIGUES
JOAO EVANGELISTA MARVÃO DE OLIVEIRA
JOSE DE RIBAMAR SANTOS SILVA
LÁZARA CRISTINA SILVA PIRES
MARIA DAS GRAÇAS MARTINS
MARIA DE NAZARE SANTOS MELO
MURILO BAIA CASTELO BRANCO PIRES
 PAULA SUZANA LIMA FERNANDES
RAIMUNDA NONATA MELO DA SILVA
ROSANE FERNANDES FARIA
ROSITANIA FARIAS






 VALE QUEM TEM RECURSO




Projeto de conclusão
da disciplina: Prática Curricular do
Curso de História da UEMA –
Programa Darcy Ribeiro.







Professor: -----------------------------------------------------------------






Rosário – MA
 2011.











SUMÁRIO





Introdução ---------------------------------------------------------------2

Objetivos -----------------------------------------------------------------3

Fundamentação Teórica -------------------------------------------------4

Justificativa---------------------------------------------------------------5

Cronograma --------------------------------------------------------------6

Conclusão-----------------------------------------------------------------8

Metodologia---------------------------------------------------------------9

Anexos-------------------------------------------------------------------10

Referências--------------------------------------------------------------11















INTRODUÇÃO

 O cultivo da cana-de-açúcar deu-se pela necessidade de colonizar e  explorar um território até então sem muita importância econômica. As primeiras mudas foram trazidas da Ilha da Madeira por Martin Afonso de Souza, responsável pela instalação do primeiro engenho em São Vicente, no ano de 1533, em seguida, muitos outros
proliferaram-se pela costa brasileira. O nordeste, principalmente o litoral tinham os maiores engenhos da época e a colônia consumia a maior parte da produção.
        O posto mais elevado na complexa sociedade açucareira cabia ao senhor de engenho, o qual desfrutava de grande admiração na sociedade da época. Os engenhos eram formados por amplas propriedades de terras ganhas através da cessão sesmarias – lotes abandonados cedidos pela coroa portuguesa a quem se comprometesse a aproveitá-los para o cultivo. O senhor e sua família moravam na casa–grande local onde ele desempenhava sua autoridade junto aos seus, cumprindo o seu papel de patriarca.
        No Maranhão o primeiro engenho de açúcar data de 1622, foi seu fundador Antônio Muniz Barreiros que o localizou a margem do rio Itapecuru. Na época da invasão holandesa, 1641, já existia naquela redondeza 5 estabelecimentos deste gênero.
        O serviço escravo, realizado nas lavouras canavieiras, era supervisionado pelos feitores, que tinham a tarefa de vigiar os escravos e lhes aplicar punições que iam desde palmatorias até o tronco, no qual muitas vezes eram chicoteados até sangrar ou então permaneciam amarrados durante dias.
        Havia também a capela local sagrado no qual aconteciam as mais belas sagrações religiosas; nas suas horas vagas ela exercia igualmente o papel de centro social, onde os homens livres do engenho e das circunvizinhanças se reuniam.
        Ate o inicio do século XX, o rio Itapecuru era a principal via de escoamento da produção regional. Sua importância a nível estadual era grande devido ao fato de ser o canal de transporte de produtos do interior até a capital. Com a construção da estrada de ferro São Luis – Teresina na década de 20, paralela ao rio e posteriormente com o asfaltamento da BR – 135, na década de 70,o rio perdeu essa função. A navegação a vapor nesse rio estendia-se de São Luis até Caxias.
        JERONIMO DE VIVEIROS, em a “Historia do Comercio do Maranhão” diz que Luis Alves de Lima e Silva , o Duque de Caxias, em plena balaiada (1840), reconhecendo a necessidade da navegação fluvial pediu a Assembleia privilégios de 20 anos a companhia que quisesse explorar a navegação. Somente em 1849, o Legislativo maranhense resolveu estimular a iniciativa privada autorizando um vultuoso empréstimo sem juros a que fizesse a navegação a vapor no Rio Itapecuru, sendo Caxias o ponto terminal da linha e Rosário, Itapecuru-Mirim, Coroatá e Codó pontos de escalas. 


























OBJETIVO GERAL








                Conhecer a identidade e a cultura dos povoados “Vale quem tem e Recurso”, a fim de resgatar sua história relatada por membros da comunidade, suas vivências e seus saberes que foram passados de geração em geração.


          
OBJETIVOS ESPECIFICOS
                      


  • Conhecer a identidade e a cultura dos remanescentes do quilombo “Vale quem tem e de Recurso”.
  • Resgatar as estórias e histórias contadas pelos primeiros e atuais moradores do povoado.
  • Relatar fatos históricos ocorridos na região Munim.
  • Divulgar os relatos da história dos povoados Vale quem tem e Recurso para a comunidade santarritense e toda a região do Munim.






FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



                Os povoados Vale que tem e Recurso que nos idos do século XIX e início do século XX viveram um apogeu na produção manufatureira – produção de açúcar mascavo e aguardente – mas que devido às mudanças por conta do progresso tecnológico, foi perdendo a sua importância no contexto econômico. A fazenda Recurso localizada a cerca de 8 km da sede do município de Santa Rita, em uma área de remanescentes de quilombo, guarda história e estória do período da escravatura, terras que um dia pertenceram a Ana Joaquina Jansen Pereira, uma das maiores proprietárias de escravos da época onde se encontra o Engenho do seu Lissuel Sousa Calvet, produzindo com seu maquinário rústico todo ele vindo da Europa, mas precisamente de Liverpool na Inglaterra - uma excelente aguardente, a famosa cachaça ‘Sangue Azul’- isso sem falar nas ruínas da barragem, dos paredões residenciais, dos poços e fossos cobertos pela vegetação. “Quando os monumentos escritos faltam à história, ela deve pedir às línguas mortas os seus segredos e, através das suas formas e palavras adivinhar os pensamentos dos homens que as falaram. A história deve perscrutar às fabulas, os mitos, os sonhos da imaginação, todas essas velhas falsidades sobre as quais ela deve descobrir alguma coisa de muito real, as crenças humanas. Onde o homem passou e deixou alguma marca da sua vida e inteligência, ai está à história” (Fustel de Coulanges, 1862 Estrasburgo – Alemanha.)
 




 O Sr. Rosmino Melo, Presidente da Associação de Moradores do povoado Recurso nos conta que sua avó Alice Lisboa de Melo, nasceu e se criou no povoado, vindo a falecer em 1998 com 113 anos. Todos chamavam dona Alice de “mãe-vó”, ela tinha uma forte influencia em toda comunidade, sendo consultada sempre quando alguém tinha uma decisão a ser tomada.  Dona Celeste Lisboa sua filha, afirma que a sua mãe lhe contou que existia um fosso no qual eram jogados os escravos desobedientes, depois de açoitados e mortos, eram lançados nas águas do rio Itapecuru para serem comidos pelos peixes. Dona Celeste Melo hoje com 102 anos, mora em São Luis. Ela me contou muitas estórias dos negros, como: Uma que dizia que quando os negros fugiam do quilombo, dividiam-se em grupos e faziam picadas no mato de 500 em 500 metros para depois se encontravam lá na frente, as muitas picadas eram para confundir o capitão do mato que vinha em seu encalço.
        O nome do povoado Recurso tem duas origens, a primeira contada por dona Celeste é que os negros em fuga e já cansados disseram a seguinte frase: “Aqui é o nosso último ricurso.” A segunda é que devido o nome “vale quem tem recurso”, na época valia mais quem tinha posses, poder, dinheiro e que posteriormente o povoado foi dividido, ficando - Vale quem Tem de um lado e Recurso do outro, esta sendo a mais aceita pelos moradores.
         Na época os principais meios de transporte eram o fluvial – pelo rio Itapecuru - e o ferroviário - pela estrada de ferro São Luis – Teresina, ambas cortando os povoados e por onde supostamente vieram todo o maquinário do engenho oriundos da Europa e por onde era escoada toda a produção do engenho.
        Nos anos 70 o povoado do Vale quem tem teve as suas terras desapropriadas pelo Governo do Estado do Maranhão na administração do Sr.  “João Castelo Ribeiro Gonçalves” para ser implantado um Projeto de Criação de Gado, que seria administrado pela Secretaria de Agricultura, mas que devido ao mau uso das verbas destinadas a sua execução, este deixou apenas currais e coxos no meio do mato.
Hoje o povoado guarda ruínas históricas (uma barragem e um paredão residencial) do tempo da escravatura e uma construção de um reservatório de água, resquícios do descaso do dinheiro público usado de forma inapropriada.



































CRONOGRAMA


ATIVIDADES  DESENVOLV.
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
HS
ENTREVISTAS
X
X




20 h
VISITAS AOS POVOADOS
X
X
X



20 h
REUNIÕES



X
X
X
10 h
PESQUISAS DE INTERNET



X
X
X
20 h
MONTAGEM DO PROJETO




X
X
10 h
APRESENTAÇÃO





X
20 min
CONFEC. DAS LEMBRANÇAS




X
X
6 h
CULMINÂNCIA





X
3h 40 m






























CONCLUSÃO







Com o Projeto Vale quem Tem Recurso conseguimos resgatar a cultura econômica e social deste povoado visando divulgá-la para o município de Santa Rita e para a região do Munin, as transformações que aconteceram na maneira rústica de produzir o açúcar, depois a cachaça e seus derivados para o consumo e a exportação ajudando assim a desenvolver nosso município. Nosso interesse histórico se fortalece pelo fato de que este projeto venha a ser trabalhado nas escolas do município de Santa Rita, para que a nova geração santarritense não só conheça, mas que acima de tudo preserve esta maravilhosa e rica história.















quinta-feira, 16 de junho de 2011

CONVITE DA CULMINANCIA


CONVITE

OS ACADEMICOS DO CURSO DE HISTORIA DO PROGRAMA DARCY RIBEIRO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA TEM A HONRA DE CONVIDAR V. Sa., PARA´PARTICIPAR  DA CULMINANCIA DO PROJETO " A IMPORTANCIA DO POVOADO RECURSO NO CONTEXTO HISTORICO E ECONOMICO DA REGIÃO DO MUNIM". NA OCASIÃO SERÁ APRESENTADO O REFERIDO PROJETO E AS PROPOSTAS NELE CONTIDAS PARA A DIFUSÃO, VALORIZAÇÃO E A IMPORTANCIA DA PRODUÇÃO DESTE POVOADO PARA A REGIÃO.

DATA: 18.06.2011
LOCAL: AUDITÓRIO DA PREFEITURA DE SANTA RITA
HORA: 19:30 h

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODA A POPULAÇÃO SANTARRITENSE;

ATENCIOSAMENTE,

FLOR DE LIZ CANTANHEDE COSTA
COORDENADORA

quarta-feira, 15 de junho de 2011

academicos de santa rita

beleza sabado vai ser um grande evento no auditorio da prefeitura de santa rita com o lançamento do projeto vale quem tem recurso.
compareça.